Pular para o conteúdo

Linha do tempo global

O mundo ao mesmo tempo

Acompanhe acontecimentos da Pré-História aos dias atuais e compare o que se passava, no mesmo momento, na África, nas Américas, na Ásia, na Europa e na Oceania.

Os períodos (Antiguidade, Idade Média...) seguem a divisão tradicional, criada a partir da história europeia; por isso a linha do tempo é organizada por regiões. Datas marcadas com c. são aproximadas, e o símbolo indica debate entre historiadores.

4 de setembro de 476 d.C.

A Queda do Império Romano do Ocidente

Em 476 d.C., o líder germânico Odoacro depôs o jovem imperador Rômulo Augusto, marcando a queda definitiva do Império Romano do Ocidente. Fragilizado por séculos de crises econômicas, instabilidade política, divisões internas e sucessivas migrações e invasões bárbaras, o colapso de Roma fragmentou a Europa ocidental em diversos reinos germânicos. O evento é tradicionalmente considerado pelos historiadores como o marco do fim da Idade Antiga e o início da Idade Média.

Contexto

O Império Romano começou a dar sinais de enfraquecimento a partir do século III d.C., enfrentando a hiperinflação, a escassez de mão de obra escrava e disputas violentas pelo trono. Para tentar gerenciar o vasto território, o imperador Teodósio dividiu o império em 395 d.C. em duas partes: o Império Romano do Ocidente (com capital em Milão e depois Ravena) e o Império Romano do Oriente (com capital em Constantinopla).

Enquanto o Oriente prosperava, o Ocidente afundava em dificuldades financeiras e militares. A pressão de povos germânicos (como visigodos, vândalos e ostrogodos) e a migração dos hunos forçaram grandes deslocamentos populacionais para dentro das fronteiras romanas. Sem recursos para manter as legiões, Roma passou a recrutar os próprios bárbaros como mercenários, perdendo gradualmente o controle de suas províncias na Hispânia, Gália e Britânia.

Importância e consequências

A deposição de Rômulo Augusto por Odoacro, que enviou as insígnias imperiais para Constantinopla e se proclamou rei da Itália, selou o fim da autoridade centralizada em Roma:

  1. Fragmentação da Europa: O território imperial deu lugar a reinos germânicos independentes (como os Francos, Visigodos e Ostrogodos), que mais tarde formaram a base dos estados europeus modernos.
  2. Descentralização Política e Feudalismo: Com a ruína do comércio e das cidades romanas, a população buscou proteção no campo, dando início ao processo de ruralização e à formação do sistema feudal.
  3. Preservação pela Igreja: A Igreja Católica emergiu como a única instituição organizada com alcance continental, assumindo o papel de preservar elementos da cultura latina e da administração pública.
  4. Transição Histórica: O evento simboliza o fim da Antiguidade Clássica e a transição para a Idade Média.

Ver a linha do tempo completa

9 acontecimento(s).

Idade Antiga

  1. 15 de março de 44 a.C.

    O Assassinato de Júlio César

    Europa · Roma Antiga: Da Formação da Cidade à Queda do Império Romano do Ocidente · Política e Estado

    Nos Idos de Março (15 de março de 44 a.C.), o ditador vitalício Júlio César foi assassinado no Senado Romano por uma conspiração de senadores, liderada por Brutus e Cássio. Os conspiradores alegavam defender a República contra a tirania monárquica, mas o ato desencadeou novas guerras civis, o colapso definitivo da República Romana e a ascensão do Império Romano sob o comando do seu filho adotivo, Otávio Augusto.

  2. c. 105 d.C. (datação debatida)

    A Invenção do Papel por Cai Lun e a Revolução da Escrita na China

    Ásia · Ciência e tecnologia

    Em 105 d.C., durante a Dinastia Han, o oficial eunuco Cai Lun apresentou à corte imperial chinesa um método inovador para produzir papel a partir de fibras vegetais, cascas de árvores, restos de pano e redes de pesca. A invenção substituiu suportes pesados ou caros, como tábuas de bambu e tiras de seda, barateando drasticamente o registro escrito. O papel transformou a burocracia imperial, impulsionou a literatura e a filosofia, e eventualmente se espalhou pelo mundo ao longo da Rota da Seda.

  3. 4 de setembro de 476 d.C.

    A Queda do Império Romano do Ocidente

    Europa · Roma Antiga: Da Formação da Cidade à Queda do Império Romano do Ocidente · Política e Estado

    Em 476 d.C., o líder germânico Odoacro depôs o jovem imperador Rômulo Augusto, marcando a queda definitiva do Império Romano do Ocidente. Fragilizado por séculos de crises econômicas, instabilidade política, divisões internas e sucessivas migrações e invasões bárbaras, o colapso de Roma fragmentou a Europa ocidental em diversos reinos germânicos. O evento é tradicionalmente considerado pelos historiadores como o marco do fim da Idade Antiga e o início da Idade Média.

Idade Média

  1. 1324 – 1325 (datação debatida)

    A Peregrinação de Mansa Musa a Meca e a Idade de Ouro do Império do Mali

    África · O Império do Mali: ouro, sal e saber no Sahel medieval · Economia e comércio · duração: 1 ano

    Em 1324, Mansa Musa, imperador do Mali, realizou uma lendária peregrinação (Hajj) a Meca acompanhado por uma comitiva de dezenas de milhares de pessoas e toneladas de ouro. Sua passagem pelo Egito injetou tanto ouro na economia local que causou inflação por mais de uma década. O evento projetou a riqueza e o prestígio do Império do Mali no mapa-múndi e impulsionou a cidade de Tombuctú como o maior centro de conhecimento, teologia e comércio transatlântico/saariano da África Ocidental.

  2. 13 de março de 1325 – 13 de agosto de 1521

    A Fundação de Tenochtitlán e a Ascensão do Império Asteca

    Américas · Sociedade · duração: 196 anos

    Em 1325, o povo Mexica fundou Tenochtitlán em uma ilha no lago Texcoco, orientados por uma profecia divina. A partir dessa capital lacustre, os astecas desenvolveram engenharia hidráulica avançada com as chinampas e formaram a Tríplice Aliança em 1428. O império expandiu sua hegemonia por grande parte do Mesoamérica através do comércio, tributos e poder militar, tornando Tenochtitlán uma das maiores e mais organizadas metrópoles do mundo pré-colombiano antes da conquista espanhola.

  3. c. 1440

    A Invenção da Imprensa por Gutenberg

    Europa · Ciência e tecnologia

    Por volta de 1440, o ourives alemão Johannes Gutenberg desenvolveu a prensa de tipos móveis metálicos na Europa. Ao combinar tintas à base de óleo, prensa de parafuso e tipos fundidos reaproveitáveis, a invenção revolucionou a produção de livros, permitindo a circulação massiva de conhecimento. Essa inovação foi um motor fundamental para a expansão do Renascimento, a Reforma Protestante e a Revolução Científica.

  4. 29 de maio de 1453

    A Queda de Constantinopla

    Europa · O Império Bizantino: A Herança Romana no Oriente · Guerras e conflitos

    Em 29 de maio de 1453, as forças do Império Otomano, lideradas pelo sultão Mehmed II, conquistaram Constantinopla após um cerco de 53 dias. A queda da capital do Império Bizantino (Império Romano do Oriente) pôs fim a mais de mil anos de continuidade romana e interrompeu as rotas comerciais europeias para a Ásia. O evento estimulou a busca por novas rotas marítimas, impulsionando a Era das Grandes Navegações, e marcou simbolicamente a transição da Idade Média para a Idade Moderna.

Idade Moderna

  1. c. 1760 – c. 1840

    O Início da Primeira Revolução Industrial

    Europa · Economia e comércio · duração: cerca de 80 anos

    A partir de meados do século XVIII, a Grã-Bretanha iniciou uma profunda transformação socioeconômica com a transição da produção artesanal para a manufatura mecanizada. Movida pelo aperfeiçoamento do motor a vapor, o uso do carvão mineral e inovações na indústria têxtil, a Revolução Industrial redefiniu as relações de trabalho, impulsionou a urbanização acelerada e estabeleceu as bases do capitalismo moderno.

Idade Contemporânea

  1. 11 de setembro de 2001

    Ataques de 11 de setembro

    Américas · Guerras e conflitos

    Em 11 de setembro de 2001, terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais nos EUA. Dois atingiram as Torres Gêmeas (Nova York), um o Pentágono e o quarto caiu na Pensilvânia após reação dos passageiros. Com quase 3 mil mortos, foi o maior atentado terrorista da história. O evento chocou o mundo, redefiniu as políticas de segurança global, endureceu a aviação civil e motivou a "Guerra ao Terror", alterando a geopolítica do século XXI.